Os candidatos têm cada vez maior poder de influência sobre os processos de recrutamento e seleção das empresas?

April 19, 2018

Na sequência da progressiva diminuição da taxa de desemprego, e da escassez de profissionais qualificados disponíveis no mercado com que nos temos deparado, a motivação dos candidatos para aceitar um novo desafio profissional vai além da necessidade de “estar ocupado” ou da própria condição financeira. Cedo chegamos à conclusão, de que os candidatos estão mais exigentes e conscientes do que querem para o seu futuro profissional e do que faz sentido para aceitarem um novo projeto. O ideal (para todas as partes, incluindo nós, os consultores), seria a perspetiva win-win, sendo que, o que existe atualmente é um desequilíbrio, cada vez mais acentuado, entre o que o empregador oferece e o que o candidato pretende. Os candidatos a emprego têm adotado uma postura de “parte interessada e com voz ativa”, em que decidem em todas as fases do processo: dia/horário para entrevista, package salarial, data de início para funções (caso “aceitem o projeto”, ao invés de “caso fiquem selecionados”), colocando o empregador num papel difícil, em que não pretende “perder” o candidato, mas também não pode, por razões variadas, incluindo os seus próprios valores, ceder a todas as exigências. Desta forma, verificamos que a expressão candidate lead market assume um expoente máximo na dicotomia candidato/processo de recrutamento. Atualmente, nas várias áreas de negócio e funções é evidente esta relação, sendo esta situação de maior destaque em áreas como a de IT. Os candidatos estão cada vez mais conscientes do valor que têm no mercado de trabalho e o seu consentimento em integrarem um processo de recrutamento é notória. Quando a oferta e a procura estão desequilibradas, uma das partes assume a liderança, sendo patente o peso que a decisão dos candidatos tem nos processos e, consequentemente, na estratégia de recrutamento das empresas. Sendo assim, numa altura em que verificamos uma maior procura por parte das empresas do que pelos potenciais candidatos, os empregadores têm que se esforçar por atrair o interesse destes, com base nas suas motivações, as quais se remetem para remuneração, para os benefícios atribuídos pela companhia e como esta pode ser uma mais-valia para o seu percurso profissional. Em consequência deste fenómeno e da maior exigência dos candidatos, verifica-se o aumento do peso e importância do branding das marcas e do feedback do mercado quando às mesmas (como por exemplo, um bom ambiente de trabalho, oportunidades de progressão de carreira e crescimento profissional e, equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional) no momento da sua tomada de decisão, o que lhes atribui um poder de influência cada vez maior sobre os processos de recrutamento e seleção. Concluindo, as empresas possuem uma grande necessidade de obter pessoas comprometidas com as suas atividades, pois, o cenário mundial está em constante mudança e diversos desafios!

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